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  • Ivan Kleber

Após madrugada fria, moradores de rua são encontrados mortos em São Paulo




Na madrugada mais fria dos últimos cinco anos na capital paulista, nesta quarta-feira (30), quatro homens foram encontrados mortos. Três deles estavam na praça da Sé e um na baixada do Glicério, ambos na região central, segundo os movimentos nacional e estadual de população em situação de rua de São Paulo.


Questionadas, a prefeitura paulistana e a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) não confirmaram se as mortes foram provocadas pelo frio.


Segundo o presidente Movimento Estadual da População em Situação em Rua, Robson Mendonça, a informação sobre as mortes foram passadas por moradores de rua. “Eles se conhecem e quando vieram aqui na sede do movimento, avisaram das mortes”, disse.


O coordenador do Movimento Nacional da População de Rua, Darci Costa, disse que dois dos homens aparentavam ter cerca de 40 e 60 anos de idade.


Costa afirmou que, no mesmo período de 2020, oito moradores de rua morreram na cidade e que somente na semana passada foram sete. A explicação para o aumento no número de mortes, segundo ele, é que no ano passado foram doadas muitas barracas e esteiras de isolamento para os moradores de rua. “Mas, neste ano, a prefeitura recolheu várias barracas no verão, e agora no inverno, a conta chega”, ressaltou.


Em nota, a prefeitura, gestão Ricardo Nunes (MDB) disse que não tem como atestar essas mortes, já que é SVO (Serviço de Verificação de Óbitos), da USP, ou o IML (Instituto Médico Legal) determinam a causa. Questionada, a Secretaria da Segurança Pública, do governo estadual, gestão João Doria (PSDB), não respondeu até a conclusão desta edição.


A cidade de São Paulo teve recorde de frio na madrugada desta quarta-feira (30), com a mínima de 6,3°C registrada por volta das 4h no Mirante de Santana (zona norte), segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia. Foi a menor temperatura desde 12 de junho 2016, quando o termômetro acusou 3,5°C.

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