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  • Ivan Kleber

Comandantes militares foram demitidos por recusa a ordem de Bolsonaro de voo rasante sobre o STF,

A revista Veja desta semana faz uma revelação impressionante, a partir do testemunho do ex-ministro da Defesa Raul Jungmann (foto): o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ordenou que caças Gripen sobrevoassem o Supremo Tribunal Federal (STF) acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio.

A declaração explica em muito a demissão dos três comandantes das Forças Armadas, em março. Raul Jungmann, que aproximou-se dos militares ao atuar diretamente com eles no governo de Michel Temer, afirmou que a ordem sobre os jatos esteve por trás das motivações da saída conjunta.

“Ele chamou um comandante militar e perguntou se os jatos Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio.”


“Ele chamou um comandante militar e perguntou se os jatos Gripen estavam operacionais. Com a resposta positiva, determinou que sobrevoassem o STF acima da velocidade do som para estourar os vidros do prédio. Bolsonaro mandou fazer isso, tenho um depoimento em relação a isso. Ao confrontá-lo com o absurdo de ações desse tipo, eles foram demitidos”, declarou.

O caso remete a um incidente de quase dez anos atrás: em 2012, um rasante de caças Mirage da Aeronáutica acidentalmente destruiu vidros do palácio do STF. De acordo com o ex-ministro, “há uma constante atuação de constrangimento” por parte do presidente da República, “para forçar as Forças Armadas a endossar os atos e as falas dele”.

“Foi por não endossar os achaques ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional e aos governadores, pelas políticas engendradas na pandemia, que, pela primeira vez, os chefes da Aeronáutica, Marinha e Exército foram demitidos. Eles não se dobraram. Os 3 foram demitidos porque se recusaram a envolver as Forças Armadas nas declarações e nos atos do presidente da República. Toda vez que ele se sente ameaçado, sobe o tom e desrespeita os outros poderes, constrangendo as Forças Armadas a endossar esse discurso“, afirmou Jungmann à Veja.

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