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  • Ivan Kleber

Filho é preso por matar homem para vingar a morte do pai 30 anos depois

Um homem foi preso nesta quinta-feira (26/5), preventivamente, por homicídio qualificado. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de vingar a morte do pai 30 anos depois. De acordo com a corporação, a vítima teria sido alvo de uma emboscada do autor e da namorada dele, que também foi detida por participação direta no crime.

De acordo com a investigação, a vítima José Romualdo da Silva, vulgo Kurikaka, de 62 anos, recebeu uma ligação, no dia 20 de janeiro deste ano, por volta das 20h. No contato, uma mulher contratou seus serviços de auto-socorro (guincho), afirmando que estava “no prego”, às margens da GO-320, entre as cidades de Joviânia e Vicentinópolis, no sul do estado. A vítima, sem desconfiar de que se tratava de uma emboscada, foi até o lugar sozinha, onde foi atingida por diversos disparos de arma de fogo e morreu no local.

A investigação concluiu que o crime foi planejado e executado por um homem de 46 anos, cujo pai teria sido assassinado por José Romualdo há cerca de 30 anos. De acordo com a polícia, o autor, por diversas vezes, ameaçou a vítima e prometeu se vingar. Também foi descoberto que a mulher que ligou para Kurikaka, o atraindo para a emboscada, é a namorada do suspeito. A jovem tem 22 anos.

O autor, inclusive, foi preso em flagrante, dias após o crime, por porte ilegal de arma de fogo, mas colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança. A corporação requisitou o exame de confronto balístico, por meio do qual ficou atestou que as os projéteis alojados no corpo da vítima foram disparados por uma arma que estava na posse do autor. O casal foi preso em Vicentinópolis. Caso condenados, as penas podem variar de 12 a 30 anos de reclusão por homicídio qualificado, em razão de ter sido o crime praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido. A mulher foi encaminhada à Unidade Prisional Regional de Corumbaíba e o homem foi entregue na Unidade Prisional de Pontalina, onde aguardam o andamento da persecução penal.



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